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A página tem cinco partes. As referências por artigo reúnem, para cada texto, as fontes citadas, os termos usados e os livros recomendados. A genealogia conta como uma ideia levou à outra. A bibliografia comentada organiza os livros por era. O glossário, em ordem alfabética, é o mesmo para toda a série. As fontes complementares reúnem artigos e ensaios que não são livros.
Os identificadores são fixos: fontes como a0-f1 (artigo 0, fonte 1), livros como b-blank-2005, termos como g-jtbd. Uma correção feita aqui vale para a série inteira.
Referências por artigo
Fontes citadas, termos usados e leituras recomendadas em cada texto.
Artigo 0 · Antes da primeira página

Termos: Customer Development, Escrow de código, Fator ônibus, Lean Canvas, Jobs to Be Done, Service Design Thinking, Product-market fit.
1Blank, Steve; Dorf, Bob. The Startup Owner's Manual, 2012.
2Christensen, Clayton et al. Know Your Customers' "Jobs to Be Done". Harvard Business Review, 2016.
3Stickdorn, Marc; Schneider, Jakob. This Is Service Design Thinking.
4Andreessen, Marc. The only thing that matters, 2007.
5Esta página de referências.
Estante recomendada, um livro por artigo: Gawande 2009 (artigo 1), Fitzpatrick 2013 (artigo 2), Blank e Dorf 2012 (artigo 3), Walling 2023 (artigo 4), Horowitz 2014 (artigo 5). A estante completa está na bibliografia comentada.
Artigo 1 · Catorze livros e um guardanapo

Termos: Jobs to Be Done, Lean Canvas, MVP, AARRR, OKRs, 100 Tasks, Rocket Internet, Early adopter, Vesting.
1Smithsonian National Air and Space Museum. Set, Checked. Air & Space Quarterly.
2Air & Space Forces Magazine. The Checklist.
3Haynes, A. B. et al. A Surgical Safety Checklist to Reduce Morbidity and Mortality in a Global Population. NEJM, 2009.
4Bell, Martin. Introduction to the 100 Task Startup playbook. LinkedIn, 2018.
5100 Tasks. Página oficial, com etapas, tarefas e alegações comerciais.
6Maurya, Ash. Lean Canvas vs Business Model Canvas. LEANSTACK.
7Wasserman, Noam. The Founder's Dilemmas. Princeton University Press, 2012.
8Christensen Institute. Jobs to Be Done.
9McClure, Dave. Startup Metrics for Pirates, 2007.
10What Matters. What is an OKR?
11Singer, Ryan. Shape Up. Basecamp, 2019.
12Wade Institute of Entrepreneurship. The Studio: Lean Canvas.
Estante recomendada: Gawande 2009. Leituras de apoio: Bell 2019, Maurya 2010, Wasserman 2012.
Artigo 2 · A cliente que pediu uma agenda

Termos: Jobs to Be Done, Service Design Thinking, Value Proposition Canvas, Mom Test.
1Levitt, Theodore. Marketing Myopia. Harvard Business Review, 1960.
2Christensen, Clayton et al. Know Your Customers' "Jobs to Be Done". Harvard Business Review, 2016.
3Fitzpatrick, Rob. The Mom Test, 2013.
4Christensen Institute. Jobs to Be Done.
5Stickdorn, Marc; Schneider, Jakob. This Is Service Design Thinking.
6Strategyzer. The Value Proposition Canvas.
Estante recomendada: Fitzpatrick 2013. Leituras de apoio: Levitt 1960, Christensen 2016, Fitzpatrick 2013, Osterwalder 2014, Ulwick 2016.
Artigo 3 · Uma planilha, um WhatsApp e um e-mail de recusa

Termos: Customer Development, Abismo (chasm), Cabeça de ponte (beachhead), MVP concierge, MVP, Pivô, Vesting, Product-market fit.
1Blank, Steve; Dorf, Bob. The Startup Owner's Manual, 2012.
2Ries, Eric. The Lean Startup, 2011.
3Graham, Paul. Do Things That Don't Scale, 2013.
4Moore, Geoffrey A. Crossing the Chasm, 1991.
5MIT Sloan Executive Education. Disciplined Entrepreneurship.
6Ellis, Sean. PMF Survey.
7First Round Review. How Superhuman Built an Engine to Find Product/Market Fit.
8Wasserman, Noam. The Founder's Dilemmas, 2012.
9Maurya, Ash. Running Lean.
Estante recomendada: Blank e Dorf 2012. Leituras de apoio: Blank 2005, Ries 2011, Maurya 2010, Moore 1991, Aulet 2013.
Artigo 4 · O preço do dinheiro

Termos: AARRR, Bullseye, Posicionamento, Product-led growth, CAC, LTV, Payback, NRR, Churn, Rico ou rei, Diluição, Zebra.
1McClure, Dave. Startup Metrics for Pirates, 2007.
2Weinberg, Gabriel; Mares, Justin. Traction, 2014.
3Ross, Aaron; Tyler, Marylou. Predictable Revenue, 2011.
4Dunford, April. Obviously Awesome, 2019.
5OpenView. Product-Led Growth.
6Janz, Christoph. What Does It Take to Raise Capital, in SaaS, in 2023? Point Nine.
7Wasserman, Noam. The Founder's Dilemmas, 2012.
8Feld, Brad; Mendelson, Jason. Venture Deals.
9Walling, Rob. The SaaS Playbook, 2023.
10Zebras Unite.
Estante recomendada: Walling 2023. Leituras de apoio: Weinberg e Mares 2014, Ross e Tyler 2011, Dunford 2019, Bush 2019, Wasserman 2012, Feld e Mendelson 2011, Walling 2023.
Artigo 5 · A mesa sem os fundadores

Termos: OKRs, EOS, Continuous Discovery, Escrow de código, Fator ônibus.
1Grove, Andrew S. High Output Management, 1983.
2Doerr, John. Measure What Matters, 2018.
3Harnish, Verne. Scaling Up, 2014.
4Wickman, Gino. Traction: Get a Grip on Your Business.
5Singer, Ryan. Shape Up, 2019.
6Torres, Teresa. Continuous Discovery Habits, 2021.
7Cagan, Marty; Jones, Chris. Empowered, 2020.
8Horowitz, Ben. The Hard Thing About Hard Things, 2014.
Estante recomendada: Horowitz 2014. Leituras de apoio: Grove 1983, Doerr 2018, Harnish 2014, Wickman 2007, Singer 2019, Cagan 2020, Horowitz 2014.
A genealogia em seis eras
Como uma ideia levou à outra?
Em julho de 1960, um professor de Harvard chamado Theodore Levitt publicou um artigo acusando ferrovias americanas de terem encolhido por um erro de definição. Elas achavam que estavam no negócio de trens, quando estavam no negócio de transporte, e por isso assistiram paradas ao crescimento do automóvel e do avião.[Levitt] O artigo se chamava "Marketing Myopia", e quase tudo o que veio depois nesta bibliografia é, de algum modo, uma tentativa de curar a mesma miopia: enxergar o que o cliente está tentando fazer, e não apenas o produto que a empresa sabe fabricar.
A história que se segue tem seis eras. Cada uma nasceu da falha deixada pela anterior, e é isso que a torna útil para a série: o leitor entende por que cada método existe ao ver o buraco que ele veio tapar.
Era zero. Os precursores (1960 a 1990)
Antes de alguém falar em startup, dois textos prepararam o terreno. O de Levitt deu nome ao erro de olhar para o produto. O de Andy Grove, High Output Management, de 1983, deu à gestão uma linguagem de produção industrial: o trabalho do gerente medido pelo resultado da equipe, com objetivos e resultados-chave como ferramenta.[Grove] Os OKRs[+] que hoje enchem apresentações de startups nasceram ali, numa fábrica de chips.
Era 1. Mercado e disrupção (1991 a 2003)
Em 1991, Geoffrey Moore percebeu um padrão nas empresas de tecnologia do Vale do Silício. Elas vendiam bem para os entusiastas e depois paravam, como se tivessem batido num muro invisível entre os primeiros compradores e o mercado de massa. Moore chamou esse muro de abismo[+], e a receita para atravessá-lo ficou famosa: concentrar tudo num nicho pequeno o bastante para ser dominado.[Moore 1991] Ele continuou a história em Inside the Tornado, sobre o que acontece quando o mercado de massa finalmente compra, e em The Gorilla Game, escrito com Paul Johnson e Tom Kippola, sobre quem fica com o valor quando um padrão tecnológico se impõe.[Moore 1995][Moore 1998]
Em 1997, Clayton Christensen respondeu a uma pergunta mais incômoda. Por que empresas bem geridas, que ouvem os clientes e investem nos produtos mais rentáveis, perdem para concorrentes piores? A resposta de The Innovator's Dilemma é que fazer tudo certo é exatamente o que as impede de enxergar a inovação disruptiva[+].[Christensen 1997] Seis anos depois, com Michael Raynor, ele escreveu o manual para o outro lado da mesa, o de quem quer disruptar.[Christensen 2003] No mesmo ano, Henry Chesbrough argumentou que nenhuma empresa tem sozinha todas as boas ideias de que precisa, e cunhou a expressão inovação aberta[+].[Chesbrough]
O que essa era deixou em aberto: ela explicava muito bem por que empresas ganham e perdem mercados, e dizia pouco sobre como uma empresa nova descobre o que construir.
Era 2. Estratégia e modelo de negócio (2004 a 2010)
W. Chan Kim e Renée Mauborgne publicaram na Harvard Business Review, em 2004, um artigo que viraria livro no ano seguinte. Blue Ocean Strategy propunha parar de disputar clientes em mercados saturados, os oceanos vermelhos, e criar espaço onde a concorrência ainda não existe.[Kim e Mauborgne] Foi a primeira vez que muita gente leu um livro de estratégia com ferramentas visuais feitas para usar em reunião.
A virada seguinte veio de uma tese de doutorado. Alexander Osterwalder passou anos tentando descrever, com rigor acadêmico, o que é um modelo de negócio. Com Yves Pigneur, transformou o trabalho em Business Model Generation, de 2010, e numa folha de nove blocos que se espalhou pelo mundo: o Business Model Canvas[+].[Osterwalder 2010]
O que ficou em aberto: o canvas descrevia modelos de negócio de empresas que já existiam. Para quem ainda não tinha cliente, cada bloco era um palpite, e ninguém dizia como testar os palpites.
Era 3. Cliente e validação (2005 a 2013)
Steve Blank tinha fundado ou trabalhado em oito startups quando se aposentou e começou a dar aulas. Olhando para trás, concluiu que as empresas fracassavam por tratar a descoberta do cliente como se fosse desenvolvimento de produto, com cronograma e data de lançamento. Em 2005, publicou por conta própria The Four Steps to the Epiphany, com o processo de Customer Development[+] em quatro etapas.[Blank 2005] O livro era denso e difícil de ler, e mesmo assim se tornou leitura obrigatória. Em 2012, com Bob Dorf, Blank reescreveu tudo como manual passo a passo.[Blank e Dorf]
Um dos leitores mais atentos do livro foi Eric Ries, que juntou o Customer Development às ideias de produção enxuta da Toyota e ao desenvolvimento ágil de software. O resultado, The Lean Startup, de 2011, popularizou o ciclo construir, medir e aprender, o MVP[+] e o pivô[+].[Ries]
Ash Maurya fez a ponte entre as duas eras. Pegou o canvas de Osterwalder, trocou os blocos que pouco serviam a quem ainda não tem clientes por outros sobre problema, métricas e vantagem injusta[+], e chamou o resultado de Lean Canvas[+]. Running Lean saiu em edição própria em 2010, ganhou edição comercial em 2012 e uma terceira, reescrita, em 2022.[Maurya 2010]
O fim da era trouxe dois livros práticos. Bill Aulet, do MIT, organizou a construção de uma empresa em 24 passos, com o mercado de cabeça de ponte[+] de Moore como segunda decisão, logo depois de segmentar o mercado.[Aulet] Rob Fitzpatrick escreveu um livro curto sobre um problema que todos os outros davam por resolvido: clientes mentem por educação, e é preciso perguntar de um jeito que nem sua mãe consiga mentir.[Fitzpatrick] Enquanto isso, na área comercial, Aaron Ross e Marylou Tyler contavam como a Salesforce separou prospecção de fechamento e transformou vendas em linha de montagem.[Ross e Tyler]
O que ficou em aberto: a era ensinou a testar hipóteses, e disse pouco sobre quais hipóteses valia a pena testar, ou por que o cliente escolhe uma solução e não outra.
Era 4. Padrões, proposta de valor e trabalho do cliente (2014 a 2016)
Em 2014, três livros tentaram responder a isso por caminhos diferentes. Osterwalder voltou com uma segunda folha, o Value Proposition Canvas[+], dedicada só ao encaixe entre cliente e oferta.[Osterwalder 2014] Oliver Gassmann e colegas da Universidade de St. Gallen analisaram centenas de empresas e concluíram que a maioria dos modelos de negócio inovadores recombina 55 padrões conhecidos, como assinatura, freemium[+] e marketplace.[Gassmann] E Peter Thiel publicou Zero to One, defendendo o contrário da cópia: a empresa que vale a pena é a que cria algo que ainda não existe e constrói um monopólio sobre isso.[Thiel]
No mesmo ano, Gabriel Weinberg e Justin Mares publicaram Traction, com os dezenove canais de aquisição e o método Bullseye[+].[Weinberg e Mares] Verne Harnish, que em 2002 tinha escrito um manual de rituais de gestão inspirado em John D. Rockefeller, publicou a versão ampliada, Scaling Up.[Harnish 2002][Harnish 2014]
Então, em 2016, Christensen voltou à pergunta de Levitt. Competing Against Luck formalizou a teoria do Jobs to Be Done[+]: as pessoas não compram produtos, contratam soluções para fazer um progresso numa circunstância específica.[Christensen 2016] Tony Ulwick, que desenvolvia uma versão quantitativa da mesma ideia havia anos, publicou a sua no mesmo ano.[Ulwick] Também em 2016 saíram Sprint, da GV, com o método de validar uma ideia em cinco dias, Scaling Lean, de Maurya, sobre métricas de tração[+], e Monetizing Innovation, sobre desenhar o produto a partir do preço.[Knapp][Maurya 2016][Ramanujam e Tacke]
O que ficou em aberto: todos esses livros tratavam a fase anterior ao produto. Para empresas de software já em operação, faltava explicar como o próprio produto pode adquirir, reter e expandir clientes.
Era 5. Produto, crescimento e operação (2017 em diante)
Marty Cagan reeditou Inspired em 2017, com a tese de que a boa gestão de produto separa descobrir o que construir de construir o que foi descoberto, organização que ganhou o nome de dual-track[+].[Cagan 2017] Completou a trilogia com Empowered e Transformed.[Cagan 2020][Cagan 2024] John Doerr, que tinha aprendido OKRs com Grove na Intel, contou em 2018 como levou o método ao Google.[Doerr]
O ano de 2019 concentrou três livros que a série usa diretamente. Wes Bush sistematizou o product-led growth[+].[Bush] April Dunford publicou um método de posicionamento[+] que começa pelas alternativas que o cliente usaria se o produto não existisse.[Dunford] E Ryan Singer liberou gratuitamente o Shape Up[+], o jeito da Basecamp de trabalhar.[Singer] No mesmo ano, Martin Bell publicou o playbook que daria origem ao 100 Tasks[+].[Bell]
A década seguinte trouxe revisões e sínteses. Bob Moesta, parceiro de Christensen no estudo do milk-shake, aplicou o Jobs to Be Done às vendas.[Moesta] Osterwalder publicou The Invincible Company, sobre explorar o negócio atual enquanto se inventa o próximo.[Osterwalder 2020] Teresa Torres transformou a descoberta em hábito semanal com Continuous Discovery[+].[Torres] E Tom Eisenmann, de Harvard, fez o que quase ninguém tinha feito com rigor: estudou por que startups fracassam.[Eisenmann]
O que fica em aberto, e é aqui que a série termina: em 2026, parte das tarefas que esses livros descrevem já é executada por agentes de IA. Os métodos continuam valendo. Muda quem executa, e fica mais importante saber qual pergunta está sobre a mesa.
Bibliografia comentada
O que cada livro responde, e onde entra na série.
Ano em destaque é o da primeira edição. Links para a página do autor ou da editora quando disponível; nos demais casos, para o registro do livro na Open Library, identificado pelo ISBN. Todos testados em 22/09/2026.
Precursores
1960Levitt, Theodore. Marketing Myopia. Harvard Business Review.
O erro de definir o negócio pelo produto e não pela necessidade. Raiz do Jobs to Be Done.
1983Grove, Andrew S. High Output Management. Random House.
Gestão como produção, com a origem dos OKRs na Intel.
Era 1. Mercado e disrupção
1991Moore, Geoffrey A. Crossing the Chasm. HarperBusiness. 3ª ed. 2014.
Como um produto sai dos entusiastas e chega à maioria pragmática. Origem do mercado de cabeça de ponte.
1995Moore, Geoffrey A. Inside the Tornado. HarperBusiness.
O que fazer quando o mercado de massa começa a comprar de uma vez.
1998Moore, Geoffrey A.; Johnson, Paul; Kippola, Tom. The Gorilla Game. HarperBusiness.
Quem captura o valor quando um padrão tecnológico domina uma categoria.
1997Christensen, Clayton M. The Innovator's Dilemma. Harvard Business School Press.
Por que empresas bem geridas perdem para entrantes com produtos inferiores.
2003Christensen, Clayton M.; Raynor, Michael E. The Innovator's Solution. Harvard Business School Press.
O lado do entrante: como construir o negócio que disrupta.
2003Chesbrough, Henry. Open Innovation. Harvard Business School Press.
Inovação que atravessa as fronteiras da empresa. Leitura de apoio, útil para o público corporativo da série.
Era 2. Estratégia e modelo de negócio
2005Kim, W. Chan; Mauborgne, Renée. Blue Ocean Strategy. Harvard Business School Press. Edição ampliada 2015. Artigo original na HBR, 2004.
Criar espaço de mercado sem concorrência em vez de disputar o existente.
2010Osterwalder, Alexander; Pigneur, Yves. Business Model Generation. Wiley.
O Business Model Canvas e a linguagem comum para descrever modelos de negócio.
Era 3. Cliente e validação
2005Blank, Steve. The Four Steps to the Epiphany. Edição própria; reedição K&S Ranch, 2013.
O Customer Development e a separação entre descobrir o cliente e construir o produto.
2010Maurya, Ash. Running Lean. Edição própria; O'Reilly 2012; 3ª ed. 2022.
O Lean Canvas e a sequência de experimentos para validar um modelo de negócio.
2011Ries, Eric. The Lean Startup. Crown Business.
Construir, medir e aprender; MVP, aprendizado validado e pivô.
2011Ross, Aaron; Tyler, Marylou. Predictable Revenue. PebbleStorm.
Especialização de papéis comerciais e prospecção ativa como processo.
2012Blank, Steve; Dorf, Bob. The Startup Owner's Manual. K&S Ranch.
O Customer Development transformado em manual com checklists.
2013Aulet, Bill. Disciplined Entrepreneurship. Wiley.
Vinte e quatro passos, do mercado de cabeça de ponte à economia unitária.
2013Fitzpatrick, Rob. The Mom Test. Edição própria.
Como perguntar a clientes sem induzir respostas educadas e inúteis.
Era 4. Padrões, proposta de valor e trabalho do cliente
2014Osterwalder, Alexander; Pigneur, Yves; Bernarda, Gregory; Smith, Alan. Value Proposition Design. Wiley.
O encaixe entre o que o cliente precisa e o que a oferta entrega.
2014Gassmann, Oliver; Frankenberger, Karolin; Csik, Michaela. The Business Model Navigator. Pearson.
Cinquenta e cinco padrões de modelo de negócio que se recombinam. A melhor referência para modelos inovadores.
2014Thiel, Peter; Masters, Blake. Zero to One. Crown Business.
O argumento a favor do monopólio criativo contra a competição por cópia.
2014Weinberg, Gabriel; Mares, Justin. Traction. Portfolio, edição comercial 2015.
Dezenove canais de aquisição e o método Bullseye.
2014Harnish, Verne. Scaling Up. Gazelles.
Pessoas, estratégia, execução e caixa como as quatro decisões da escala.
2016Christensen, Clayton M.; Hall, Taddy; Dillon, Karen; Duncan, David S. Competing Against Luck. HarperBusiness.
A teoria do Jobs to Be Done em forma completa.
2016Ulwick, Anthony W. Jobs to Be Done: Theory to Practice. Idea Bite Press.
A vertente quantitativa do JTBD, conhecida como Outcome-Driven Innovation.
2016Knapp, Jake; Zeratsky, John; Kowitz, Braden. Sprint. Simon & Schuster.
Validar uma ideia com protótipo e clientes reais em cinco dias.
2016Maurya, Ash. Scaling Lean. Portfolio.
Tração como métrica central e o modelo da fábrica de clientes.
2016Ramanujam, Madhavan; Tacke, Georg. Monetizing Innovation. Wiley.
Desenhar o produto em torno da disposição a pagar, antes de construí-lo.
Era 5. Produto, crescimento e operação
2017Cagan, Marty. Inspired. Wiley. 2ª ed.; 1ª ed. 2008.
Descoberta e entrega de produto como trabalhos distintos e simultâneos.
2018Doerr, John. Measure What Matters. Portfolio.
OKRs da Intel ao Google, contados por quem fez a ponte.
2019Bush, Wes. Product-Led Growth. ProductLed Institute.
Quando e como o produto pode substituir parte da venda assistida.
2019Dunford, April. Obviously Awesome. Ambient Press.
Posicionamento a partir das alternativas reais do cliente.
2019Singer, Ryan. Shape Up. Basecamp. Livro gratuito on-line.
Ciclos de seis semanas, apetite e apostas no lugar do backlog infinito.
2019Bell, Martin. The 100 Task Playbook. Bell Ventures. Versão atual: 100 Tasks AI, 2026.
Construção de startup como sequência de cem tarefas em três etapas.
2020Cagan, Marty; Jones, Chris. Empowered. Wiley.
Times de produto com autonomia para resolver problemas, e não para entregar funcionalidades encomendadas.
2020Moesta, Bob; Engle, Greg. Demand-Side Sales 101. Lioncrest.
Jobs to Be Done aplicado à venda: ajudar o cliente a fazer progresso.
2020Osterwalder, Alexander; Pigneur, Yves; Etiemble, Frédéric; Smith, Alan. The Invincible Company. Wiley.
Gerir ao mesmo tempo o portfólio que explora o presente e o que inventa o futuro.
2021Torres, Teresa. Continuous Discovery Habits. Product Talk.
Descoberta semanal e a Opportunity Solution Tree.
2021Eisenmann, Tom. Why Startups Fail. Currency.
Os padrões de fracasso de startups, estudados com método. Contraponto necessário a toda a bibliografia de sucesso.
2024Cagan, Marty. Transformed. Wiley.
Como uma empresa migra para o modelo operacional de produto.
Gestão e execução
Livros de gestão que a série usa fora da ordem cronológica das eras.
2002Harnish, Verne. Mastering the Rockefeller Habits. Gazelles.
Prioridades, dados e ritmo de reuniões para empresas em crescimento. Antecessor do Scaling Up.
2007Wickman, Gino. Traction: Get a Grip on Your Business. BenBella. Edição revista 2011.
O EOS e seus seis componentes. Não confundir com o Traction de Weinberg e Mares.
2009Gawande, Atul. The Checklist Manifesto. Metropolitan Books.
Por que listas simples evitam erros de especialistas. Base da cena de abertura da série.
Fundadores, capital e o negócio do tamanho certo
Livros sobre sociedade, capital e o tamanho certo de um negócio.
2011Feld, Brad; Mendelson, Jason. Venture Deals. Wiley. 4ª ed. 2019.
Como funcionam os termos de uma rodada de investimento, explicado por quem os negocia.
2012Wasserman, Noam. The Founder's Dilemmas. Princeton University Press.
Pesquisa sobre as decisões de sociedade, divisão de quotas e controle, incluindo o dilema entre ficar rico e manter o controle.
2014Horowitz, Ben. The Hard Thing About Hard Things. HarperBusiness.
Os momentos da gestão em que nenhum método ajuda, contados por quem passou por eles.
2018Fried, Jason; Heinemeier Hansson, David. It Doesn't Have to Be Crazy at Work. HarperBusiness.
A Basecamp como argumento contra a pressa como método de gestão.
2019Jarvis, Paul. Company of One. Houghton Mifflin Harcourt.
Crescer apenas quando crescer torna o negócio melhor.
2023Walling, Rob. The SaaS Playbook.
Manual para empresas de software que crescem com recursos próprios. A referência mais próxima do horizonte da Agenda Cheia.
Glossário
Cada termo com definição curta, origem e artigo onde aparece.
- 100 Tasks
- Sistema de Martin Bell que organiza a construção de uma startup em 100 tarefas, 3 etapas e 15 subetapas. Na série, o exemplo de orquestrador.Aparece em: Artigo 1 · Genealogia
- AARRR
- Métricas de Dave McClure: aquisição, ativação, retenção, indicação e receita, nessa ordem.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 4
- Abismo (chasm)
- Intervalo entre os primeiros adotantes e a maioria pragmática, onde produtos de tecnologia costumam estagnar.Aparece em: Artigo 3 · Genealogia
- Ativação
- Momento em que o usuário experimenta pela primeira vez o valor central do produto.Aparece em: Artigo 4
- Bullseye
- Método para escolher canais de aquisição testando, em três anéis, o possível, o provável e o que está funcionando.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 4 · Genealogia
- Business Model Canvas
- Quadro de nove blocos que descreve como uma empresa cria, entrega e captura valor.Aparece em: Genealogia
- Cabeça de ponte (beachhead)
- Primeiro nicho, pequeno e homogêneo o bastante para ser dominado, a partir do qual a empresa se expande.Aparece em: Artigo 3 · Genealogia
- CAC
- Custo de aquisição de cliente: gasto comercial e de marketing dividido pelos clientes novos do período.Aparece em: Artigo 4
- Churn
- Perda de clientes ou de receita recorrente num período.Aparece em: Artigo 4
- Continuous Discovery
- Contato semanal com clientes enquanto o produto evolui, sem fase de descoberta com data para acabar.Aparece em: Artigo 5 · Genealogia
- Customer Development
- Processo em quatro etapas: descoberta do cliente, validação do cliente, criação de demanda e construção da empresa.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 1 · Artigo 3 · Genealogia
- Design Thinking
- Processo de resolução de problemas centrado em pessoas, com etapas de empatia, definição, ideação, protótipo e teste, popularizado pela d.school de Stanford.Aparece em: Artigo 1
- Diluição
- Redução da participação percentual dos sócios quando novas quotas ou ações são emitidas para investidores.Aparece em: Artigo 4
- Disrupção
- Inovação que entra pelo mercado de baixo, com produto mais simples e barato, e sobe até deslocar os líderes. No uso de Christensen, é um processo específico, e não sinônimo de novidade.Aparece em: Genealogia
- DMU
- Decision-making unit: o conjunto de pessoas que influenciam, aprovam e pagam uma compra B2B.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Dual-track
- Duas trilhas simultâneas de trabalho de produto: descobrir o que vale construir e entregar o que foi validado.Aparece em: Genealogia
- Early adopter
- Cliente que compra antes de a solução estar provada porque sente o problema com mais intensidade que os demais.Aparece em: Artigo 1
- EOS
- Entrepreneurial Operating System. Seis componentes: visão, pessoas, dados, problemas, processos e tração.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 5
- Escrow de código
- Contrato em que o código-fonte de um software fica depositado com um terceiro de confiança e é liberado ao cliente se o fornecedor deixar de prestar o serviço.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 5
- Fator ônibus
- Número de pessoas que precisariam sair de cena, de repente, para um projeto parar. Um fator ônibus igual a um significa que tudo depende de uma única pessoa.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 5
- Freemium
- Modelo em que uma versão básica é gratuita para sempre e recursos adicionais são pagos. Um dos 55 padrões do Business Model Navigator.Aparece em: Genealogia
- Growth loop
- Mecanismo em que o uso do produto gera os próximos usuários, em ciclo, no lugar do funil linear.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- GRR
- Gross revenue retention: receita da base mantida num período, descontando perdas e reduções, sem somar expansão. Nunca passa de 100%.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- ICP
- Ideal customer profile: descrição da empresa-cliente que mais se beneficia do produto e mais rapidamente vira receita.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Inovação aberta
- Uso deliberado de ideias e caminhos de mercado externos à empresa, além dos internos.Aparece em: Genealogia
- Jobs to Be Done
- Teoria segundo a qual clientes contratam produtos para realizar um progresso numa circunstância específica.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 1 · Artigo 2 · Genealogia
- Lean Canvas
- Adaptação do Business Model Canvas para startups, com blocos de problema, alternativas existentes, métricas-chave e vantagem injusta.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 1 · Artigo 2 · Genealogia
- LTV
- Lifetime value: margem que um cliente gera durante todo o relacionamento. A relação LTV sobre CAC indica se crescer cria ou destrói valor.Aparece em: Artigo 4
- Mom Test
- Regras de entrevista que falam do passado e do comportamento do cliente, nunca da ideia do fundador.Aparece em: Artigo 2
- MVP
- Produto mínimo viável: a menor versão de uma solução capaz de gerar aprendizado real. Na tipologia da série, um artefato.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 3 · Genealogia
- MVP concierge
- MVP em que o serviço é entregue manualmente pelos fundadores, simulando o que o software fará depois.Aparece em: Artigo 3
- Napkin
- SaaS Funding Napkin, resumo de Christoph Janz, da Point Nine, sobre o que investidores esperam em cada estágio. Última edição: 2023.Aparece em: Artigo 4
- NRR
- Net revenue retention: receita da base num período, somando expansão e descontando perdas. Acima de 100%, a base cresce sozinha.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 4
- Oceano azul
- Espaço de mercado ainda sem concorrência, criado pela combinação de eliminar, reduzir, elevar e criar atributos de valor.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- OKRs
- Objetivos qualitativos acompanhados de poucos resultados mensuráveis.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 5 · Genealogia
- Opportunity Solution Tree
- Árvore que liga um resultado desejado às oportunidades percebidas nos clientes, às soluções e aos experimentos.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Payback
- Meses necessários para a margem de um cliente pagar o custo de adquiri-lo.Aparece em: Artigo 4
- Pivô
- Mudança estruturada de rumo em um elemento do modelo de negócio, preservando o que já foi aprendido.Aparece em: Artigo 2 · Artigo 3 · Artigo 4 · Genealogia
- Posicionamento
- Definição de contra quais alternativas o cliente compara o produto e em que ele é claramente melhor para um segmento.Aparece em: Artigo 4 · Genealogia
- PQL
- Product-qualified lead: usuário que já experimentou valor no produto e por isso tem mais chance de comprar.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Product-led growth
- Modelo em que o produto conduz aquisição, ativação, conversão e expansão. Termo cunhado pela OpenView, sistematizado por Wes Bush.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 4 · Genealogia
- Product-market fit
- Estar num bom mercado com um produto capaz de satisfazê-lo, a ponto de a demanda puxar a empresa.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 3
- Receita recorrente (MRR e ARR)
- Receita de assinaturas ativas, mensal ou anualizada. A unidade de medida básica de uma SaaS.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Rico ou rei
- Dilema identificado por Noam Wasserman: fundadores que abrem mão de controle tendem a construir empresas mais valiosas; os que mantêm controle tendem a construir empresas menores.Aparece em: Artigo 4
- Rocket Internet
- Empresa de Berlim conhecida por lançar startups em série, com processos padronizados e prazos curtos. Martin Bell foi o arquiteto do seu processo de lançamento em até cem dias.Aparece em: Artigo 1
- SDR e AE
- Quem prospecta e qualifica, e quem negocia e fecha. A separação dos papéis é o centro do Predictable Revenue.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Service Design Thinking
- Abordagem que desenha a experiência completa de um serviço, com todos os pontos de contato entre cliente, equipe e sistemas, geralmente numa jornada ou num blueprint de serviço.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 2
- Shape Up
- Problemas moldados antes do trabalho, apostas em ciclos de seis semanas, prazo fixo e escopo variável.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 5 · Genealogia
- Sprint de design
- Método de cinco dias para ir de um problema a um protótipo testado com clientes.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- T2D3
- Referência de crescimento para SaaS: triplicar a receita por dois anos e dobrar por três.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Time-to-value
- Tempo entre o primeiro contato do usuário com o produto e a percepção de valor.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Tração
- Evidência quantitativa de que o mercado quer o produto. Atenção: dá nome a dois livros sem relação, o de Weinberg e Mares, sobre canais, e o de Wickman, sobre gestão.Aparece em: Artigo 0 · Artigo 4 · Genealogia
- Unit economics
- Economia de um cliente isolado: quanto custa adquirir, quanto gera e em quanto tempo paga o custo.Verbete de apoio, para leitura além dos artigos.
- Value Proposition Canvas
- Ferramenta que confronta tarefas, dores e ganhos do cliente com o que a oferta alivia e cria.Aparece em: Artigo 2 · Genealogia
- Vantagem injusta
- Algo que não pode ser facilmente copiado ou comprado por um concorrente. Bloco do Lean Canvas.Aparece em: Artigo 1 · Genealogia
- Vesting
- Aquisição gradual das quotas por um sócio ao longo do tempo, condicionada à permanência, em geral com um período mínimo chamado cliff.Aparece em: Artigo 1 · Artigo 3
- Zebra
- Empresa que combina lucro e propósito e cresce de forma sustentável, em contraposição ao unicórnio.Aparece em: Artigo 4
Fontes complementares
Artigos, ensaios e documentos que não são livros.
- McClure, Dave. Startup Metrics for Pirates, 2007. slideshare.net
- Andreessen, Marc. The only thing that matters, 2007. pmarchive.com
- Reforge. Growth Loops are the New Funnels, 2018. reforge.com
- Janz, Christoph. What Does It Take to Raise Capital, in SaaS, in 2023? Point Nine. writing.pointnine.com
- Agrawal, Neeraj. The SaaS Travel Adventure. TechCrunch, 2015. techcrunch.com
- OpenView. Product-Led Growth. openviewpartners.com
- Stanford d.school. dschool.stanford.edu
- Graham, Paul. Do Things That Don't Scale, 2013. paulgraham.com
- Christensen, Clayton et al. Know Your Customers' "Jobs to Be Done". HBR, 2016. hbr.org
- Zebras Unite. zebrasunite.coop
- Brasil. Lei Complementar nº 182/2021, Marco Legal das Startups. planalto.gov.br